SQL Server no Linux com Python

Quando falamos de Microsoft e open source, o que queremos firmar é liberdade de escolha. Entendemos que no mundo da tecnologia não existe bala de prata, então, seja você um dev, um IT Pro, DevOps ou um cientista de dados, nós queremos que você tenha total liberdade para trabalhar com a tecnologia que mais lhe agrada. Seja por produtividade ou afinidade, não importa. E é pensando nisso que a Microsoft vem ao longo dos anos mudando sua abordagem em relação às suas soluções. 

Muitos de vocês já devem ter ouvido falar sobre o SQL Server no Linux. Mas o que isso significa? Significa justamente isso, que agora o SQL Server é executado dentro do Linux. Não, não é uma VM, é no Linux mesmo. O SQL também roda dentro de contêineres. As versões suportadas até o momento são Red Hat Enterprise Linux 7.3 e 7.4, SUSE Enterprise Linux Server v12 SP2 e Ubuntu 16.04LTS.  

E uma característica bem bacana, se você é um desenvolvedor raiz e não gosta de interfaces gráficas, saiba que a instalação é integrada ao Linux, ou seja, é apt-get no Shell! 

Brincadeiras à parte, esta nova abordagem tem foco na flexibilidade, performance e compatibilidade com computação em nuvem.  O SQL Server possui performances para rodar aplicações de missão crítica, recursos avançados de segurança e funcionalidades híbridas na nuvem. Entra as funcionalidades híbridas nativas built-in, temos o Stretching table que permite que você determine quais colunas estarão na nuvem e quais serão on-prem. Para pode ter acesso a maiores informações técnicas na nossa documentação. 

Um ponto bastante interessante é a capacidade de realizar a busca na base estruturada e não estruturada. O que isso significa? Que a existe uma troca de dados do SQL para o Hadoop, por exemplo. Esta prática, chamada PolyBase, normalmente é realizada quando os dados são transportados para aproveitar a funcionalidade da consulta e a origem não é a solução do banco de dados associado. Ou seja, é possível executar consultas em dados externos no Hadoop ou importar/exportar dados do Azure Blob Sotrage. 

Além disso, a nova versão do SQL Server também se tornou um software de análise de dados, aprendizado de máquina e ciência de dados. Se você gosta de trabalhar com Python ou R e Linux para desenvolver suas rotinas de aprendizado de máquina, saiba que a partir de agora você tem mais um aliado nesta tarefa. 

Como o Python é integrado ao SQL Server os custos e os riscos de segurança associados à movimentação de dados são mitigados, visto que a análise se mantém próxima aos dados. Caso você goste de IDEs, saiba que o Visual Studio trabalha tanto com Python como com Linux. 

Você tem duas opções para trabalhar com aprendizado de máquina no SQL no Linux. Você pode trabalhar tanto no banco de dados, quanto de maneira autônoma, ou seja, sem utilizar a integração. Fique livre para escolher como você quer trabalhar. Seja qual for a maneira que você escolher, você terá uma solução performática, segura e robusta. 


Autor: Microsoft Tech