Migração para a nuvem: segurança, economia e modernização para sua empresa


Já há algum tempo, ouvimos dizer que o futuro é a nuvem.  Na parte de infraestrutura nos dizem que devemos migrar nossos servidores para a nuvem, trabalhar com serverless computing, economizar espaços físicos, terceirizar os problemas provenientes da manutenção da infraestrutura, trabalhar com data services e muitos outros benefícios.

Por outro lado, no tocante ao desenvolvimento, também ouvimos discursos neste sentido: nos dizem que a inteligência artificial é mais robusta na nuvem, que devemos priorizar o desenvolvimento de web apps, aproveitar o desenvolvimento dos serviços cognitivos e por aí vai.

Bom, sabemos que migrações contemplam riscos. Uma migração mal feita pode interromper nossa aplicação, parar a compatibilidade com outros serviços, colocar os dados da nossa empresa/cliente na mão de terceiros, tornar nossos processos burocráticos e engessados e, principalmente, pode nos gerar muito prejuízo.

Tendo em vista estes benefícios e malefícios, devemos optar pela migração? O risco vale a pena?

A migração é segura

O Azure fornece algumas ferramentas para tornar esta migração mais segura e transparente. Primeiro, é necessário entender qual a infraestrutura que você possui, quantos servidores existem no seu ambiente e a responsabilidade de cada um deles. Por incrível que pareça, nossa infraestrutura cresce, o time de TI e as aplicações evoluem e, assim, o que era pequeno de repente é um monstro e já não se sabe que servidor faz o que, nem como.

Assim, com esta varredura, é possível descobrir quantos servidores existem e qual a responsabilidade de cada um deles, inclusive os no ambiente VMware. Logo, você consegue migrá-los para o Azure com a ajuda do Azure Migrate, um assistente de migração de banco de dados, que facilita a avaliação de cargas de trabalho para migração no Azure.

Esta ferramenta descobre quais máquinas, físicas e virtuais, existem. Isso sem a instalação de qualquer agente, o que torna o processo mais seguro. Após essa descoberta, a ferramenta proporciona um relatório informando quais máquinas podem ser migradas. Sabemos que existem sistemas legados que, infelizmente, não podem ser migrados. Em sequência, o Azure Migrate faz uma adequação do seu ambiente, proporcionando economias relacionadas a subutilização ou superutilização de máquinas.

Muitas vezes quando dimensionamos nossa infra, nem sempre acertamos na quantidade de memória, núcleos etc., para cada máquina, o que pode nos fazer gastar muito dinheiro com problemas pequenos, ou perdas de performance.

Após a descoberta, e a adequação dos seus servidores, você pode optar por dois tipos de migração, completa ou parcial. Na migração completa, você migra toda a sua infra, aplicações, serviços, máquinas virtuais, contêineres, dados etc., do jeito que estão. Assim, ao longo do tempo, você vai otimizando essa migração (serviços, dados, máquinas virtuais, web apps) e adaptando-a ao ambiente da nuvem. Outra possibilidade é você migrar o ambiente aos poucos, e trabalhar com um ambiente híbrido.

Modernização

Agora que mitigamos os riscos da migração para os negócios, vamos falar um pouco de otimização.

Um cenário bem comum em empresas atualmente, é a ineficiência da comunicação entre aplicações. Muitas vezes existe um sistema do RH, por exemplo, que precisa conversar com o sistema da TI, porém, aplicações foram instaladas sem o consentimento de TI, shadow TI foram implementadas, novos processos instaurados, agora você precisa utilizar planilhas e documentos de texto para exportar resultados que deveriam ser exportados automaticamente para o sistema, erros de digitação impedem que os arquivos sejam lidos, formatos de arquivos não são mais aceitos e “de repente” existe um monstro ao invés de um ambiente de desenvolvimento estável, seguro e produtivo.

Ao modernizar seu ambiente, migrando para a nuvem, esses problemas são mitigados. Um ambiente de TI híbrido, com dados locais e na nuvem possibilita uma integração mais produtiva e inteligente.

No Azure você consegue conectar e orquestrar aplicações SaaS entre si e com aplicativos LOB (linha de negócio) internos por meio de Logic Apps, BizTalk Server e muitos outros conectores. Para isso, basta trabalharmos com APIs que vão impulsionar a transformação digital. Abaixo você pode observar uma arquitetura básica.

Gráfico sobre arquitetura na nuvem, apis e ambiente on-premise

Com este ambiente híbrido em funcionamento, você pode otimizá-lo dando mais inteligência aos resultados por meio de serviços cognitivos, machine learning e Data Lake Analytics.

Gráfico sobre arquitetura avançada de analytics

Vamos voltar ao exemplo do sistema de RH que não conversa mais com o sistema de TI. Para ilustrarmos este exemplo, vamos pensar no seguinte cenário: temos um funcionário que foi desligado da empresa, e o único local onde esta informação consta é em um documento de texto em um dispositivo da área. A área de TI não tem acesso, pois o banco de dados que é compartilhado não foi atualizado, assim, o funcionário desligado continua recebendo informações sobre a empresa, memorandos e até dados sigilosos.

Com um ambiente híbrido funcionando, este dado que está no dispositivo da área é compartilhado com a nuvem por meio de sincronização, assim, o departamento de TI passa a ter visibilidade a esta informação e então, interromper o acesso.

Saindo do paleolítico para o futuro

Bom, este é apenas um exemplo do que a modernização por meio de um ambiente híbrido pode trazer a sua empresa. Esta modernização é muito palpável quando falamos de uma empresa que saiu de um monolito e passou a trabalhar em um ambiente baseado em APIs e microsserviços. Por meio das APIs, o ambiente passa a ser interoperável e graças aos microsserviços, agora é possível trabalhar com soluções diversas, agnósticas de tecnologia, além disso, a manutenção deixa de ser um impeditivo, pois a interrupção de aplicações não necessariamente vai afetar todo o seu ambiente.

Faça um teste, entre no Azure migrate e simule o início da sua migração para a nuvem. Assim, você se ambientará ao novo sistema e perceberá o quão produtivo é trabalhar com as tecnologias que você mais gosta com a robustez da nuvem por trás.


Autor: Microsoft Tech